Por dentro da tela: A Garota do Livro

Data de lançamento 26 de maio de 2016 
Duração: 1h 26min
Gênero Drama
Nacionalidade EUA


Alice Harvey (Emily VanCamp), de 28 anos, é uma assistente de uma editora de livros, e sonha em ser escritora. Filha de um poderoso agente literário de Nova York, ela vai ser obrigada e enfrentar dolorosos acontecimentos de seu passado, ao ser convidada para trabalhar no lançamento de um livro de Milan Daneker (Michael Nyqvist), um antigo cliente de seu pai. A jovem precisará ter forças para enfrentar antigos demônios de sua mente, e quebrar seu bloqueio criativo que a impede de realizar seus desejos.




Classificação:      




A Garota do Livro estava em minha lista da Netflix desde que a plataforma liberou a produção, mas acabei não vendo logo porque haviam outros filmes que queria conferir com mais urgência. Os motivos para assistir ao filme? Tratar-se de livros e a Emily Vancamp e, nesses quesitos, o filme não me decepcionou. Porém confesso que esperava que fosse um filme mais juvenil, por assim dizer, mas a produção é um drama complexo que explora a adolescência conturbada da protagonista. Filha de um conhecido agente literário, Alice gostava bastante de escrever, mas era sempre diminuída por seus pais e viu em Milan -  um dos amigos da família - um mentor que se aproveitou da inexperiência da jovem para se dar bem no ramo. 

O filme é apresentado em cenas atuais - em que Alice trabalha em uma editora, ainda menosprezada por todos os homens de sua vida ela tem dificuldades para lidar com seu chefe e eventuais casos que ela tem - e passado, uma Alice com 15 anos, querendo melhorar a sua escrita e extremamente vulnerável. É interessante como o filme trata a causa e efeito das situações pelas quais ela passou no início da adolescência e como isso atrapalha a sua vida adulta, e como agora ela é obrigada a confrontar o seu passado porque seu chefe a incumbiu de organizar o relançamento do livro de Milan, um personagem que marcou a sua vida.

A Garota do Livro é um filme complexo e que faz o telespectador acompanhar a vida da protagonista em duas fases decisivas, alternando-as para a melhor absorção das informações e desenvolvimento da trama. O filme focou bastante no relacionamento Alice/Milan, deixando os personagens secundários de lado, apenas para aumentar o elenco. A história é boa, mas o filme deixou a desejar na parte da direção por conta de cenas descontinuadas, algumas cenas com muito zoom e outras que os personagens mal apareciam focados. A atriz que representou Alice jovem foi uma surpresa para mim, suas cenas foram impecáveis e me mostraram tudo o que a protagonista estava passando, por outro lado, Emily Vancamp não deixou todo o seu potencial nas cenas, esperava muito mais dela como atriz já que ela evoluiu muito desde Everwood, especialmente em Revenge. Este é um filme com boa história, atores ótimos, mas que pecou na direção e edição, recomendo para aqueles que gostam de filmes complexos e que exploram bastante o psicológico dos personagens lidando com traumas. 



1 comentários:

  1. Rafa!
    Nada é perfeito, né?
    Uma pena as cenas terem ficadas descontinuadas, mas achei o enredo até interessante e se assinasse a Netflix, gostaria de assistir.
    Bom feriado!
    “Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” (Campbell)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

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