Lançamentos da Arqueiro

Olá, leitores.


Confiram os lançamentos da Arqueiro:




Ao descobrir que o marido, Henry, acaba de comprar uma fazenda de algodão no Sul dos Estados Unidos, Laura McAllan, uma típica mulher da cidade, compreende que nunca mais será feliz. Apesar disso, ela se esforça para criar as filhas num lugar inóspito, sob os olhos vigilantes e cruéis de seu sogro.

Enquanto os McAllans lutam para fazer prosperar uma terra infértil, dois bravos e condecorados soldados retornam do front e alteram para sempre a dinâmica não só da fazenda, mas da própria cidade. Jamie, o jovem e sedutor irmão de Henry, faz Laura de repente renascer para a vida, enquanto Ronsel, filho dos arrendatários negros que trabalham para Henry, demonstra uma altivez que não será aceita facilmente pelos brancos da região.

De fato, quando os jovens ex-combatentes se tornam amigos, sua improvável relação desperta sentimentos violentos nos habitantes e uma nova e impiedosa batalha tem início na vida de todos.

Alternando a narrativa entre vários pontos de vista, este premiado romance oferece ao leitor diferentes versões dos acontecimentos. Os personagens, lutando por sentimentos de amor e honra num lugar e época brutais, se veem dentro de uma tragédia de enormes proporções e encontram redenção onde menos esperam.


Uma princesa de Marte e As crônicas marcianas, dos mestres Edgar Rice Burroughs e Ray Bradbury, foram clássicos que influenciaram a imaginação de milhões de leitores e mostraram que aventuras espaciais não precisavam se passar numa galáxia distante, a anos-luz da Terra  para serem emocionantes. Elas podiam ser travadas logo ali, no planeta vizinho.

Antes mesmo do programa Mariner e da corrida espacial, a imaginação já povoava nosso sistema solar com seres estranhos e civilizações ancestrais, nem sempre dispostos a fazer contato amigável com a Terra. E, de todos os planetas que orbitavam o nosso Sol, nenhum tinha uma aura de maior romantismo, mistério e aventura do que Marte.

Com contos escolhidos e editados por George R. R. Martin e Gardner Dozois, As crônicas de Marte retoma esse sentimento ao celebrar a Era de Ouro da ficção científica, um período recheado de histórias sobre colonizações interplanetárias e conflitos antigos.

Para essa missão, autores consagrados como Michael Moorcock, Mike Resnick, Joe R. Lansdale, S. M. Stirling, Mary Rosenblum, Ian McDonald, Liz Williams e James S. A. Corey foram convidados a revisitar o misterioso planeta vermelho, aqui representado como um destino exótico e desértico, com cidades em ruínas, civilizações impressionantes... e, é lógico, perigos inimagináveis.

Enfim, o bom e velho Marte está de volta.


A princesa Skara vê todos os que ama morrerem na sua frente e o seu palácio ser consumido pelas chamas. Tudo o que lhe resta são palavras... Mas palavras podem ser tão letais quanto armas. Disposta a se vingar, ela enfrenta seus medos e aguça a inteligência, indo atrás de pai Yarvi.

O ministro de Gettland já percorreu um longo caminho desde a escravidão, fazendo aliados entre antigos rivais e estabelecendo uma paz instável. Porém, agora, a cruel avó Wexen arregimenta o maior exército desde que os elfos guerrearam contra a Divindade Única e põe Yilling, o Brilhante, como seu comandante – um homem que venera apenas a Morte.

Skara pode ser a peça que faltava para forjar de vez a aliança entre Gettland e Vansterland, alicerçada na fortaleza de seus antepassados, pronta a enfrentar a fúria do Rei Supremo. Nessa guerra, ela contará com o apoio de uma ministra inexperiente, mas leal, e de um matador imprudente que espera superar fantasmas de antigos conflitos sangrentos.

Neste último episódio da série Mar Despedaçado, finalista do British Fantasy Awards, Skara e Yarvi lideram a grande e aguardada batalha rumo a um desfecho inimaginável.


Eden Jones tem 17 anos e o futuro todo planejado. Com o apoio dos pais amorosos, do irmão gêmeo que a entende como ninguém e de Lucille, a melhor amiga de todas, sonha em estudar em Nova York e se tornar uma grande bailarina.

Então seu mundinho perfeito começa a desmoronar... Além de não se sair bem no primeiro teste para um balé importante, fica sem chão quando Lucille e seu irmão escondem dela que estão namorando.

Mas o destino achou que isso não era o bastante.

Eden passa por uma incrível experiência de quase morte, porém volta com muitas perguntas e não consegue retomar a vida.

As alucinações com flores negras e com a garota em coma na mesma ala do hospital onde esteve internada a levam a Joe, e só aí ela entende que não ter o controle das coisas pode ser libertador.


Sadie White acabou de se mudar com a mãe grávida para a cidade litorânea de Sea Breeze, mas seu emprego de verão não vai ser na praia. Como a mãe dela se recusa a trabalhar, Sadie vai substituí-la como empregada doméstica numa mansão na ilha vizinha.

Quando os donos da casa chegam para as férias, Sadie se depara com ninguém menos que Jax Stone, um dos roqueiros mais desejados do mundo. Se Sadie fosse uma garota normal – se ela não tivesse passado a vida cuidando da mãe e dos afazeres domésticos –, talvez estivesse impressionada com a ideia de trabalhar para um astro do rock. Mas ela não está.

Na verdade, é Jax quem fica atraído por ela. Tudo a respeito de Sadie o fascina, mas ele luta contra esse desejo: relacionamentos nunca funcionam em seu mundo e, por mais que ele queira Sadie, sabe que ela merece algo melhor. Conforme o verão passa, no entanto, essa paixão começa a deixá-lo sem fôlego – e é como se Sadie fosse a única pessoa capaz de lhe devolver o oxigênio.

Será que o amor entre os dois pode superar as diferenças em seus estilos de vida? Jax e Sadie vão precisar respirar fundo e mergulhar nessa relação para descobrir.


Foi amor à primeira vista. Mas Victoria Lyndon era a filha do vigário, e Robert Kemble, o elegante conde de Macclesfield. Foi o que bastou para os pais dos dois serem contra a união. Assim, quando o plano de fuga dos jovens deu errado, todos acreditaram que foi melhor assim.

Sete anos depois, quando Robert encontra Victoria por acaso, não consegue acreditar no que acontece: a garota que um dia destruiu seus sonhos ainda o deixa sem fôlego. E Victoria também logo vê que continua impossível resistir aos encantos dele. Mas como ela poderia dar uma segunda chance ao homem que lhe prometeu casamento e depois despedaçou suas esperanças?

Então, quando Robert lhe oferece um emprego um tanto incomum – ser sua amante –, Victoria não aceita, incapaz de sacrificar a dignidade, mesmo por ele. Mas Robert promete que Victoria será dele, não importa o que tenha que fazer. Depois de tantas mágoas, será que esses dois corações maltratados algum dia serão capazes de perdoar e permitir que o amor cure suas feridas?



Meses após sua pacata vida como herdeira milionária sofrer uma reviravolta e ela embarcar numa vertiginosa jornada pelo Egito, Lilliana Young está praticamente de volta à estaca zero.

Suas lembranças das aventuras egípcias e, especialmente, de Amon, o príncipe do sol, foram apagadas, e só resta a Lily atribuir os vestígios de estranhos acontecimentos a um sonho exótico. A não ser por um detalhe: duas estranhas vozes em sua mente, que pertencem a uma leoa e uma fada, a convencem de que ela não é mais a mesma e que seu corpo está se preparando para se transformar em outro ser.

Enquanto tenta dar sentido a tudo isso, Lily descobre que as forças do mal almejam destruir muito mais que sua sanidade mental – o que está em jogo é o futuro da humanidade.

Seth, o obscuro deus do caos, está prestes a se libertar da prisão onde se encontra confinado há milhares de anos, decidido a destruir o mundo e todos os deuses. Para enfrentá-lo de uma vez por todas, Lily se une a Amon e seus dois irmãos nesta terceira e última aventura da série Deuses do Egito.

Lançamentos da Intrínseca

Olá, leitores.

Começamos o ano com muitos lançamentos bacanas. Confiram os livros que serão lançados em janeiro pela nossa parceira Editora Intrínseca:





Livro que inspirou o premiadíssimo filme homônimo, dirigido por Luca Guadagnino, e um dos favoritos ao Oscar 2018, narra a primeira paixão do jovem Elio. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todos os verões, hospedar na deslumbrante casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio.


Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera elegia à paixão, em um romance no qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude. Me chame pelo seu nome explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual.




Livro que deu origem ao filme de Aaron Sorkin, com indicações ao Globo de Ouro e ao Critics Choice Awards de melhor atriz (Jessica Chastain) e melhor roteiro (Aaron Sorkin). Em A grande jogada, Molly Bloom conta como ganhou as manchetes dos jornais ao ser presa pelo FBI por operar, ilegalmente, uma das mesas de pôquer mais exclusivas do mundo.

A “Princesa do Pôquer”, como ficou conhecida, parecia mais uma estrela de Hollywood que uma criminosa confessa. Foi lá que ela começou, do zero, a promover as mesas pelas quais passariam centenas de milhões de dólares. Em partidas que aconteciam em luxuosas suítes de hotéis, esteve uma seleta lista de convidados que incluia astros como Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Ben Affleck, mandachuvas da indústria do entretenimento, líderes estrangeiros, grandes magnatas e até mesmo a máfia russa. 



Aclamado como um dos nomes mais importantes do futebol americano e conhecido internacionalmente como o marido de Gisele Bündchen, Tom Brady é um dos poucos jogadores que ainda está na ativa aos 40 anos. Em seu livro de estreia, ele divide com o público alguns dos segredos de sua bem-sucedida e longa carreira.

O Método TB12 é uma leitura estimulante, repleta de fotos sobre a vida do jogador, gráficos e imagens instrutivas que facilitam a prática do programa. Dividida em dez capítulos, esta bíblia atlética inclui uma explicação mais detalhada sobre os princípios do método, treinos, exercícios, orientações para o repouso pleno do corpo, regras de nutrição e de hidratação.




O episódio final do romance que conquistou milhões de corações românticos ganha nova versão com capa inspirada nos filmes. Em Cinquenta tons de liberdade, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades à sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento terá desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de riqueza de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele deve aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar dos fantasmas do passado. Enquanto tentam vencer obstáculos, o destino muda mais uma vez, e os piores medos de Ana podem se tornar realidade.





Uma das mais impressionantes tragédias do Brasil, o incêndio da boate Kiss em 2013, fez com que a cidade de Santa Maria perdesse bruscamente 242 vidas. Com delicadeza ímpar, a jornalista Daniela Arbex escreveu um livro-reportagem sobre este crime, ainda impune, baseado em centenas de horas dos depoimentos inéditos de sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde.

Arbex reafirma seu lugar como uma das profissionais mais relevantes do país, veterana em reportagens de fôlego – premiada duas vezes com o Jabuti. A autora construiu um memorial para homenagear as vítimas desta noite assustadora e nos transporta até o momento em que tudo aconteceu, somado a depoimentos dos sobreviventes e relatos dos dias seguintes, mostrando as consequências de descuidos banalizados por empresários, políticos e cidadãos.

Todo dia a mesma noite é uma dolorosa e necessária tomada de consciência, um despertar de empatia pelos jovens que tiveram seus futuros destruídos.




Um dos livros mais aguardados dos últimos tempos, Mais escuro revisita Cinquenta tons mais escuros com um mergulho profundo na história de amor que envolveu milhões de leitores em todo o mundo, dando voz ao personagem Christian Grey. Nesta sequência, E L James revela o lado inseguro e sensível do protagonista enquanto desvenda suas diversas camadas. No fundo, ele não passa de um romântico, mais apaixonado do que nunca por Anastasia, e precisa lidar com os dilemas de seus sentimentos.

O sucesso da série Cinquenta tons de cinza é indiscutível. Os livros de E L James já venderam 7 milhões de cópias só no Brasil, e mais de 150 milhões de exemplares no mundo. Lançado originalmente em novembro na Inglaterra, Mais escuro alcançou o topo da lista de mais vendidos em apenas uma semana.



Resenha: Extraordinário - R. J. Palacio

Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 320
Tradutor: Rachel Agavino

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela e uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações medicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade... ate agora. Todo mundo sabe que e difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tao diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele e um menino igual a todos os outros.

R. J. Palacio criou uma historia edificante, repleta de amor e esperança, em que um grupo de pessoas luta para espalhar compaixão, aceitação e gentileza. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade um impacto forte, comovente e, sem duvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo o tipo de leitor.



Classificação:       

"Preciso dizer que, naquela manhã, andar pelos corredores a caminho dos armários foi incrível. Tudo estava diferente. Eu estava diferente. Normalmente eu andava de cabeça baixa, tentando não ser visto, mas nesse dia andei de cabeça erguida, olhando em volta. Queria ser visto." Página 82



Solicitei Extraordinário para a Editora Intrínseca por causa do lançamento do filme, shame on me, e me arrependi amargamente por não ter feito isso antes. Todos vocês já devem conhecer um pouco sobre a obra, então vou tentar ser breve neste ponto da resenha. 

Auggie Pullman é um garotinho de dez anos esperto e apaixonado por Star Wars, mas sua vida é marcada pela síndrome de Treacher Collins - uma má formação congênita que culmina em uma série de deformidades craniofaciais. Esta condição afeta um em 50 mil nascimentos, ou seja, ele ganhou na loteria da vida como é apresentado no livro. Por causa dessa síndrome, o rosto de Auggie causa estranhamento para as pessoas, porém apesar de tudo ele já acostumou com isso. Tudo muda quando a mãe de Auggie, Isabel, decide que está na hora do garotinho estudar em uma escola normal, para ter as experiências de uma criança normal, à princípio ele veta essa ideia com toda força, porém em uma visita à escola ele acaba dando uma chance para a Beech Prep. Em casa Auggie tem o total apoio da família, já na escola é diferente, apesar de ter alguns amigos o garotinho acaba sendo vítima de bullying sobre sua aparência diferente. 

Extraordinário é um livro fantástico, Auggie é um menininho cativante e desde o início da leitura sofri com ele ao perceber como até as crianças podem ser cruéis. Uma das personagens de que gostei bastante foi Via, a irmã de Auggie, que era a princesinha de casa e aos seis anos foi deixada em segundo plano, já que a garota entendia que o irmão necessitava de mais atenção do que ela devido a sua condição e idade. Os pais de Auggie são fenomenais, sempre buscando incluir o filho em tudo o que faziam para que ele tivesse um vislumbre de normalidade e foram fonte de força para os dias ruins que ele passava na escola, mesmo o garotinho fazendo questão de não contar tudo o que acontecia durante as aulas. 


"A mamãe e o papai sempre disseram que eu era a menininha mais compreensiva do mundo. Mas a questão é que eu apenas entendia que reclamar não adiantaria nada. Eu vi August depois das cirurgias: seu rostinho inchado e enfaixado, seu corpinho cheio de cateteres e tubos para mantê-lo vivo. Depois que você vê alguém passando por isso, parece loucura reclamar por não ter ganhado o brinquedo que pediu ou porque sua mãe perdeu a peça da escola. Aprendi isso aos seis anos. Ninguém nunca me disse. Eu simplesmente soube." Página 89



Esta deveria ser uma leitura obrigatória para todos, já que ao conhecer as batalhas de Auggie você acaba evoluindo como pessoa e esta citação de Via acabou resumindo tudo o que achei sobre o livro: ao conhecer o que o outro passa você acaba percebendo que não faz sentido reclamar por pouca coisa. Claro, eu sou uma pessoa que adora reclamar (minha mãe vive brigando por causa disso), porém a leitura me deu uma nova perspectiva de como encarar a vida e tenho certeza de que o filme será tão bom quando o livro. 

A edição da Intrínseca está perfeita, a capa é bonita e mostra a essência da história, a revisão está boa, assim como a diagramação. O livro é narrado - em sua maior parte - por Auggie, mas temos partes narradas por Olivia, Summer, Justin e Jack que são personagens importantes para o desenvolvimento da trama. Extraordinário foi um dos melhores livros que já li, sem dúvidas, e o final foi perfeito, assim que terminei a leitura queria correr para o cinema e continuar vivendo os desafios da vida - e da quinta-série - com Auggie Pullman. 


"- Sempre haverá idiotas no mundo, Auggie - falou, olhando para mim. - Mas seu pai e eu acreditamos, de verdade, que há mais pessoas boas que más na Terra, e que as pessoas boas olham umas pelas outras, cuidam uma das outras. Assim como o Jack ficou do seu lado. E o Amos. E os outros garotos." Página 285




Resenha: Bela Gratidão - Corey Ann Haydu

Editora: Galera Record
Ano: 2017
Páginas: 432

Um romance sobre amadurecimento e a dureza de crescer em uma cultura que exige das mulheres nada menos que a perfeição. Corey Ann Haydu explora as complexidades da família, os limites do amor e quão duro é crescer em uma cultura que premia a beleza acima de qualquer outra coisa e cobra das mulheres nada menos que a perfeição. Uma leitura atual que dialoga direta e honestamente com a multiplicidade de questões enfrentadas por adolescentes e jovens no mundo todo – a confusão do primeiro amor, os dramas familiares e a construção da própria identidade no meio de toda essa loucura. O livro está cheio de personagens realistas, que tropeçam nos próprios medos e cometem erros com alguns dos quais é impossível não se identificar. Montana e sua irmã Arizona têm um pacto desde que a mãe as deixou: São elas duas contra todo o mundo. Com o pai sempre imerso em relacionamentos tóxicos e uma sucessão de madrastas essa foi a maneira que encontraram de seguir em frente. Mas agora que Arizona foi para a faculdade Montana se sente deixada pra trás e perdida, mergulhando em uma amizade vertiginosa e empolgante com a ousada Karissa. No meio disso tudo, Montana encontra uma distração em Bernardo. Resta saber se Montana têm a confiança necessária no que sentem um pelo outro para encaixar Bernardo na sua vida imperfeita.


Classificação:    


"Em vez disso, ela será a namorada número 857, e vou aprender sobre traição e se sou boa ou não em negação. Vou aprender rápido como algo pode ser tirado de mim, o que é uma lição sobre a qual tenho um vasto conhecimento, para ser sincera." Página 95


Bela Gratidão foi lançado no Brasil pela Galera Record e é de autoria de Corey Ann Haydu, seu primeiro livro  Um caso de amor e TOC foi publicado pela mesma editora em 2015. A sinopse de Bela Gratidão foi o que me chamou atenção para a leitura, justamente por tratar de um assunto bastante abordado ultimamente: a autoimagem. 

Montana é filha de um cirurgião plástico e desde pequena percebe o quanto o pai é escravo da beleza, não apenas por ser parte do seu trabalho, mas pelo fato de que todas as madrastas que a garota teve ao longo da vida - que não foram poucas - eram sempre "modificadas" por ele para que se tornassem mulheres perfeitas. Ao completar treze anos, Montana recebeu até um "vale cirurgia" que poderia utilizar assim que completasse dezoito anos. Arizona, sua irmã mais velha, também era extremamente contra a forma com que o pai vivia e desde pequenas as garotas perceberam que deveriam unir forças para enfrentar o que vinha pela frente desde o abandono da mãe. Porém tudo muda quando Arizona e Roxanne, sua melhor amiga, vão para a faculdade e Montana percebe que está sozinha, pouco depois seu pai se separa e apesar de ser contra essa rotação de esposas feita pelo pai, a garota começa a se questionar o motivo desse comportamento. Seus dias são preenchidos com a escola e as idas ao parque, em que ficava em um banco observando um garoto que sempre estava por lá também.

O mundo de Montana começa a ruir justamente com a volta de Arizona e Roxanne para as férias, já que há pouco tempo a protagonista encontrara uma nova amiga, Karissa, que a entendia e fazia algumas loucuras para sair da rotina. Por outro lado, Arizona fez o que prometeu jamais fazer: colocou silicone. E isso é um ponto importante para a mudança de Montana, que agora percebe o quanto a beleza é essencial até para a sua irmã que jurou nunca mexer em seu corpo para se adequar ao padrão. Bernardo, o garoto do parque, se aproxima de Montana e um relacionamento amoroso começa, além do garoto ajudar a protagonista a perceber quem ela era realmente, agora Montana começa a buscar respostas sobre sua criação, sobre as madrastas e sua vida em geral. 



"Lembrando das noites que saí com Karissa, dos dias no parque com Roxanne, do ano letivo que passei em uma nuvem de invisibilidade e amizades vagas, com Bernardo na cabeça e tentando não cair no sono no sofá de Natasha, é como se eu vivesse 75 vidas diferentes sem me sentir totalmente confortável em nenhuma delas. Arizona pisa firme na vida que quer, e aqui estou eu, mergulhando a ponta dos dedos do pé em todas as circunstâncias para ver se me encaixo em alguma delas." Página 128


Toda leitura que questiona os padrões de beleza impostos pela sociedade é extremamente válida. Um dos livros com essa temática que mais gostei foi Garota Perfeita, então é praticamente impossível não fazer uma comparação. Apesar do segundo ser um relato verídico, ele acabou me agradando bem mais do que Bela Gratidão, pois este acabou deixando toda a crítica social que está evidente na sinopse para segundo plano. 

Bela Gratidão acabou se concentrando mais na insatisfação de Montana com o novo relacionamento de seu pai do que com a sua busca pela aceitação pessoal. A descrição dos personagens foi bastante superficial, a história caminhava lentamente e terminou em lugar nenhum. Este livro tinha tudo para ser um dos meus favoritos, mas se perdeu no meio do caminho e me decepcionou. Sobre a edição não tenho reclamações, a diagramação e revisão estão ótimas e a capa é bonitinha - lembra até um pouco a capa da outra obra da autora (que já comecei a ler, mas abandonei nos primeiros capítulos). Pretendo ler Bela Gratidão mais para frente e ver se mudo de opinião sobre a leitura, o que já aconteceu com outras obras, mas nesta primeira leitura posso afirmar que esperava bem mais do que realmente ela foi. 


"E eu acho que é isso que ela quis dizer sobre esperança e o fato de eu senti-la. Porque esperança é espaço. É ter espaço para algo mesmo quando as coisas estão se amontoando umas nas outras e fica difícil se mover." Página 250


Resenha: Mindhunter - John Douglas e Mark Olshaker

Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 384
Tradutor: Lucas Peterson

Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI.

Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em O Silêncio dos Inocentes, Douglas confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein.

Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos.

Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.


Classificação:      


"Manipulação. Dominação. Controle. Essas são as três palavras às quais devemos prestar atenção quando estamos lidando com criminosos em série violentos. Tudo o que eles fazem e pensam tem por objetivo ajudá-los a preencher suas vidas desajustadas." Páginas 112


Mindhunter: O primeiro caçador de serial killers americano foi lançado pela Intrínseca em setembro de 2017, porém como nesse mês haviam outros livros que desejava mais, fiz a solicitação da obra apenas em dezembro. Como vocês já devem ter percebido, gosto bastante da temática policial e há um grande número de resenhas de obras deste gênero, caso queiram dar uma olhada no blog, e o que faz com que Mindhunter seja um livro diferenciado é que ele é totalmente baseado em fatos reais. O autor, John Douglas, foi o fundador da Unidade de Apoio Investigativo do FBI, tem mais de 25 anos de trabalho nessa área e o livro aponta a diferença que ele fez nessa área cuja captura de criminosos violentos é a prioridade. 

Este é o segundo livro que tenho a oportunidade de ler sobre serial killers, o primeiro foi O livro completo sobre os Serial Killers e ambos mostram aos leitores alguns dos casos mais "famosos" como Ted Bundy, BTK e O filho de Sam. Porém, John Douglas apresenta ao leitor os crimes sob uma nova perspectiva já que ele faz questão de mostrar como segue sua linha investigativa que consiste em se colocar no lugar do assassino e da própria vítima. 

A cada capítulo o leitor entende um pouquinho mais sobre como funciona a mente dos serial killers, além de entender o caminho pelo qual John Douglas trilhou até chegar ao lugar em que está hoje e todo o seu legado. Desde pequeno Douglas era um excelente contador de histórias e isso acabou facilitando seu trabalho na identificação dos criminosos, já que eles seguem um padrão a cada crime. Como o autor apresenta os serial killers sempre utilizam um modus operandi e a cada crime deixam sua assinatura, em alguns casos é evidente, em outros há uma demora a identificar os crimes como sendo praticados por uma mesma pessoa.

Um dos casos abordados no livro que me deixou angustiada foi o de Shari Faye Smith, uma jovem loira e bonita que estava no último ano do ensino médio e desapareceu em frente de casa. Neste capítulo há uma carta na íntegra escrita pela garota para a família ao perceber que seria assassinada, e este caso foi solucionado por Douglas graças às suas habilidades de definir as características da pessoa que poderia ser o culpado além de um pouco de sorte, já que o papel enviado por Shari Faye continha algumas pistas sobre o caso. 


"A jornada para o interior da mente do criminoso violento ainda é algo a ser desbravado continuamente. Assassinos em série são, por definição, assassinos "bem-sucedidos", que aprendem com a própria existência. Precisamos apenas ter certeza de que estamos aprendendo mais rápido do que eles." Página 147


Este é um livro para as pessoas que se interessam pela temática policial e não têm estômago fraco, já que o autor traz detalhes sobre os crimes e sua resolução. A leitura me lembrou bastante da série Criminal Minds, que segue este mesmo caminho de capturar os criminosos de acordo com o que eles pensam, o padrão que seguem a cada ocorrência e ao contrário da maioria das séries policiais como, por exemplo, CSI que investiga mais a parte material e de perícia, Mindhunter aborda a parte psicológica e de comportamento destes criminosos. 

A edição do livro está ótima, os capítulos são divididos por casos e alguns acabam se relacionando, mas o autor sabe explicar bem aos leitores e sem deixar pontas soltas. A capa está bem chamativa e da primeira vez que a vi fiquei angustiada porque realmente parece ser sangue, além da logo da editora estar no mesmo padrão. A diagramação é simples e a revisão está ótima, o que contribui para uma leitura fluida. Este é, sem dúvidas, o melhor livro que li sobre o tema e estou ansiosa para ver a série homônima lançada em 2017 pela Netflix. 


"Que tipo de pessoa poderia ter feito algo assim?

Por mais que a resposta para essa pergunta possa ser dolorosa, é exatamente isso que estamos aqui para descobrir." Página 290


Resenha: Tudo e Todas as Coisas - Nicola Yoon

Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 280

Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.

A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.

Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.

Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.



Classificação:      



"Os olhos dela estão pregados no meu rosto, mas continuo olhando para o bloquinho com a pontuação. Minha mãe passou a noite inteira assim, me observando, como se eu fosse um quebra-cabeça a ser montado. Ou talvez eu esteja ficando paranoica. Talvez seja a culpa que sinto por estar sendo tão egoísta, por querer ficar com Olly mesmo agora. A cada instante que passamos juntos, aprendendo uma coisa nova. Vou me tornando uma pessoa nova." Página 121


Confesso que soube da existência de Tudo e Todas as Coisas por causa da adaptação cinematográfica e desde então fiquei interessada em lê-lo. Este foi um dos primeiros livros que pedi em parceria com a Arqueiro e não me arrependi já que a história é diferente de tudo o que estamos acostumados a ler. 

Maddie é uma garota de dezessete anos que vive em uma "bolha", literalmente falando. Para sua mãe e a enfermeira que cuidam dela entrarem em contato com a garota é preciso passar por um processo para tirar de seu corpo quaisquer resquícios do mundo de fora, já que Maddie é alérgica a tudo. Sua mãe é médica e descobriu a doença de Maddie quando ela ainda era um bebê, então a garota não tem qualquer memória de como é estar fora de casa. 

A jovem estava conformada com sua limitação e não se deixava abater, sempre estudando e lendo tudo o que podia, já que não havia outras coisas que pudesse fazer para ocupar a mente e o tempo que ela tinha de sobra, porém tudo muda quando um caminhão de mudança chega à sua rua. Dele desembarca uma família, seus novos vizinhos, e ela sente uma conexão com o garoto da casa ao lado. Apesar disso, eles demoram um pouco para se aproximar, mas contrariando tudo o que a mãe de Maddie gostaria, Carla permite que Olly passe a visitar a garota durante as tardes, após passar por todo o processo de "limpeza". Aos poucos essa amizade evolui para amor e Maddie está disposta a arriscar uma vida de cuidados por apenas alguns minutos fora de casa para conhecer o mundo. 


"Quero dizer que é por causa dele que estou aqui. Que o amor nos abre para o mundo.
Antes de conhecê-lo, eu era feliz. Mas agora estou viva, e as duas coisas são bem diferentes." Página 160



Demorei um pouco para ler Tudo e Todas as Coisas desde que recebi da editora e me arrependo amargamente. O livro é sensacional, os personagens são bem trabalhados, a narração é fluida e os recursos gráficos que a editora usou na obra são fenomenais. Os capítulos são bem curtinhos além de contarem com a troca de e-mails e mensagens entre Maddie e Olly, que são a sua forma principal de comunicação. O desfecho é algo que nunca imaginei durante a leitura e isso me deixou pasma, como a autora conseguiu trazer a tona algo que o leitor jamais imaginou, sem dúvidas foi a melhor parte da leitura. Estou bem interessada em ver o filme e sei que vai desgraçar meu psicológico, então estou esperando um pouco para embarcar nessa viagem sem volta. 

Essa edição está perfeita, a capa/filme é linda e mostra ao leitor a ligação entre Maddie e Olly. Há também uma parte do livro que conta com algumas imagens do filme, dando ao leitor uma base para imaginar as cenas as quais está lendo. Como já falei, a diagramação do livro está perfeita, assim como a revisão. Tudo e todas as coisas é um livro de leitura obrigatória para os amantes de romance, mas acreditem nada é o que parece ser. 



"A cada dia que passa estou mais forte. Não sinto nenhuma dor, a não ser no coração, mas venho tentando não usá-lo. Mantenho as cortinas fechadas. Leio meus livros existencialistas e niilistas. Não estou com paciência para os que fazem de conta que a vida tem sentido. Não estou com paciência para finais felizes." Página 220


Resenha: Cinder & Ella - Kelly Oram

Editora: Pandorga
Ano: 2016
Páginas: 304


Faz quase um ano que Ella Rodriguez, 18, esteve em um acidente de carro que a deixou aleijada, com cicatrizes e sem a mãe. Após uma recuperação difícil, ela foi obrigada a atravessar o país para viver com o pai que a abandonou quando era uma criança. Se ela quiser escapar de seu pai e de sua horrível família adotiva, ela precisa convencer os doutores de que é capaz, física e emocionalmente, de viver sozinha. O problema é que ela ainda não está pronta. O único modo de se curar é se reconectar com a única pessoa no mundo que ainda significa algo para ela: seu melhor amigo anônimo, Cinder. Brian Oliver é a sensação de Hollywood e tem a fama de sempre causar problemas. Existem muitos rumores sobre sua participação no filme O príncipe druída, mas seus assessores dizem que o único modo de passar de adolescente sedutor para ator da lista A é mostrar que seus dias de selvageria ficaram para trás e que agora ele amadureceu. Para aplacar os comentários sobre a reputação de bad-boy, seu assessor arranja um casamento falso com a coadjuvante Kaylee. Brian não está animado com a noiva falsa ou o casamento, mas ele fará qualquer coisa para conseguir sua nomeação ao Óscar. Até que o e-mail de uma antiga amiga da internet muda tudo.


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"O problema dos contos de fadas é que a maioria deles começa com uma tragédia. Eu entendo o que está por trás disso. Ninguém gosta de uma heroína mimada. Uma grande personagem precisa de dificuldades para superar - de experiências que deem a ela profundidade, que a deixem vulnerável, com as quais possamos nos identificar e que sejam agradáveis. Boas personagens precisam de desventuras que as tornem fortes. A ideia faz sentido, mas continua sendo uma droga se você é a heroína."


Ellamara Rodriguez recebeu esse nome porque sua mãe era fascinada por uma série de livros os quais contavam com uma personagem forte e destemida que se chamava assim. A paixão pela história passou para a garota, que é uma forte defensora da personagem que carrega o seu nome e é justamente isso que a faz encontrar um amigo online que se intitula "Cinder", o protagonista dos livros. Em seu blog, Ella faz resenhas e mostra a sua opinião sobre livros e séries, mas o que chama a atenção do rapaz é a forma com que a garota se posiciona e defende as suas opiniões até o fim. Cinder é um jovem que faz questão de comentar em muitas postagens de Ella e então começam a ficar mais próximos, sempre debatendo sobre tudo e na maioria das vezes discordando. 

Em seu aniversário de 18 anos, Ella sofre um acidente de carro e permanece no hospital por grande parte do ano, sua mãe morreu no acidente e Ella batalhou pela vida por muitos meses. Agora, ao ter alta, a garota precisa se mudar para a casa do pai que não via desde que ele abandonara a família para se casar com Jennifer. Desde a mudança Ella percebe que não se encaixa na nova família perfeita do pai, Jennifer tem filhas gêmeas - Anastasia e Juliette - que fazem de tudo para Ella perceber que não é bem vinda na casa. 

Enquanto isso, Brian Oliver passou de um playboy à sensação do momento ao receber o papel de Cinder na adaptação cinematográfica de O príncipe druida, um de seus livros favoritos. Em uma reunião, as pessoas envolvidas com a produção decidem que o rapaz e a protagonista do filme, Kaylee Summers, precisam encenar um romance fora das telas para que o filme tenha marketing espontâneo com esse relacionamento. Apesar de ser contra esse passo, Brian acaba aceitando, mas tudo muda quando ele recebe um e-mail de sua melhor amiga virtual que havia sumido há meses. Ella conta o que aconteceu em seu aniversário, sobre seu tempo no hospital e o quanto sua vida mudou desde a última vez em que se falaram, porém não comenta muito sobre o seu estado físico e psicológico agora - as cicatrizes e sequelas que ficou por causa do acidente. Agora, Brian é obrigado a ver sua vida sob uma nova perspectiva e decidir como manter Kaylee e Ella em sua vida, além de decidir ou não contar sobre a sua identidade para a melhor amiga.




"Sei que disse que não queria encontrá-lo também, mas é claro que eu queria. Eu o amava tanto. Desejei todos os dias que nos encontrássemos pessoalmente. Eu só tinha medo de que ele não fosse me querer porque meu corpo estava retalhado e cheio de cicatrizes. Disso, ou que ele começasse a me tratar da mesma forma que meu pai e Jennifer: como se pensasse que eu estava em retalhos, e não apenas o meu corpo." Página 142



Solicitei Cinder & Ella para a Editora Pandorga porque sou aficionada por contos de fadas e a sinopse acabou me conquistando justamente pelo fato de ser um romance nada convencional. Neste caso os protagonistas não se conhecem pessoalmente, mas sabem tudo um sobre o outro já que conversam há dois anos, menos o principal: suas verdadeiras identidades. Ella se agarra a Cinder como sua tábua de salvação para escapar da casa do pai e poder morar sozinha, porém o jovem tem suas próprias batalhas para enfrentar e aos poucos deixa isso mais evidente para a sua melhor amiga. 

Ella é obrigada a estudar na mesma escola das irmãs adotivas e isso gera estresse já que precisa de uma bengala para se locomover e algumas cicatrizes do acidente são evidentes. Aos poucos a rotina familiar começa a se adaptar, porém a vida de Ella não fica mais fácil com o passar do tempo, muito pelo contrário, a jovem ainda tem muito a aprender. 

Cinder & Ella é um livro único, a história é interessante e a forma com que a autora aborda a amizade virtual dos protagonistas e o quanto essa ligação ajuda ambos a seguirem com suas vidas é extremamente cativante. Lendo algumas resenhas percebi que os leitores criticaram bastante esse ponto de amizade virtual e o quanto era irreal, porém, para mim, esse foi o ponto em que a história de Kelly Oram se diferencia de tantas outras, e - como uma pessoa que tem amigas virtuais há mais de 10 anos - sei o quanto isso pode funcionar em alguns casos. 

A diagramação do livro está ótima, como a autora utiliza bastante conversas por e-mail e mensagens, houve uma maior atenção neste ponto para deixar o leitor mais próximo do real. A capa está ótima e podemos perceber a proximidade do casal, mesmo ambos estando sem revelar suas verdadeiras identidades. A revisão está boa, algumas falhas, mas nada que comprometa a leitura. Cinder & Ella foi uma leitura gostosa e difícil em alguns momentos, já que a trajetória de Ellamara não foi uma das mais fáceis, mas é interessante perceber o quanto Cinder ajudou, mesmo sem ter qualquer noção disso. 





"Fiquei paralisada na entrada, sem conseguir entrar na cozinha e tornar minha presença notada. Eu não queria ser o espinho no pé de todo mundo, não queria ser a destruidora do clima. Não queria arruinar essa família. Exceto por Anastasia, eles não eram pessoas ruins. Mereciam ser felizes. No instante em que percebessem que eu estava em casa, toda a brincadeira iria acabar. Aquele manto espesso e pesado de constrangimento iria retornar e baixar sobre todos nós outra vez como o destino inevitável e inexorável que era." Página 145







[Top comentarista - Janeiro]

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